O que é bota-fora e por que "licenciado" importa
Bota-fora é o local de destinação do material excedente da terraplanagem (ou terraplenagem): solo de corte que a obra não aproveita no aterro. Bota-fora licenciado é o que tem licença ambiental para receber solo, com controle de volume e de origem. Destinar em área irregular é crime ambiental e a responsabilidade é solidária: do transportador e do gerador, que é a construtora. Por isso a construtora exige comprovante, e a SCAVA entrega.
CTR: o documento por viagem
Na capital e em vários municípios da Grande São Paulo, cada viagem de resíduo de construção (inclusive solo) exige o CTR, Controle de Transporte de Resíduos, que identifica gerador, transportador, destino e volume. A SCAVA emite o CTR por viagem, o destino assina o recebimento e o comprovante vai para a construtora, que o usa no licenciamento, no PGRCC e em auditoria. Obra sem CTR fica sem prova de destinação.
Terra, entulho e lixo: destinos diferentes
- Solo de corte: bota-fora licenciado ou aterro de outra obra que precise de material (quando viável, reduz custo dos dois lados)
- Resíduo de construção e demolição (RCD classe A): área de transbordo e triagem, reciclagem ou aterro de inertes
- Madeira, metal, plástico (classe B): reciclagem
- Lixo comum e resíduo perigoso: aterro sanitário ou destinação específica
Material misturado paga o destino mais caro. A SCAVA segrega no terreno quando o escopo inclui demolição ou limpeza.
Transporte com caminhões próprios
Caminhões basculantes da frota própria, dimensionados pelo ciclo de carga da escavadeira e pela distância até o destino. A conta é simples: a escavadeira carrega um caminhão em poucos minutos; se o destino está a 40 minutos, são necessários vários caminhões para a máquina não parar. Em subsolo urbano, onde quase todo o material é exportado, o transporte e a destinação são a maior parcela do custo, e a distância até o bota-fora licenciado mais próximo define o preço.
Como a SCAVA mede o transporte
Por viagem, conciliada com a topografia pelo fator de empolamento do contrato, ou por m³ no corte quando o transporte está dentro da empreitada de terraplanagem. O contrato define o critério e a distância média de transporte (DMT). Veja empolamento e medição.
Onde a SCAVA transporta e destina
Obras executadas em Barueri, Alphaville, Caieiras e na capital. Atendimento com mobilização de frota própria em raio de 200 km: capital, Grande São Paulo, ABC, Campinas, Jundiaí, Sorocaba, Vale do Paraíba, Baixada Santista e Litoral Norte. A SCAVA trabalha com bota-foras licenciados em cada região. Área de atendimento.
Perguntas frequentes
O que é CTR?
Controle de Transporte de Resíduos: documento por viagem que identifica gerador, transportador, destino e volume. A SCAVA emite e entrega o comprovante.
A construtora é responsável pela destinação da terra?
Sim, de forma solidária com o transportador. Por isso o comprovante de destinação licenciada é exigido.
Quanto custa o transporte para bota-fora?
Depende do volume, da distância até o destino licenciado e do tipo de material. Proposta em 24 horas úteis com DMT e número de viagens estimado.
A SCAVA transporta entulho de demolição?
Sim, segregado por classe, com destinação em área de transbordo, reciclagem ou aterro de inertes, conforme o resíduo.
Posso doar a terra da minha obra para outra obra?
Sim, quando o material serve e a logística compensa. A SCAVA avalia e, quando viável, destina em aterro de outra obra com o mesmo controle de CTR.
Qual a diferença entre bota-fora e ecoponto?
Ecoponto é ponto de entrega voluntária de pequeno volume para o cidadão. Bota-fora licenciado recebe volume de obra, com controle de origem e CTR.
A SCAVA tem caminhões próprios?
Sim. Caminhões basculantes da frota própria, dimensionados pelo ciclo da escavadeira e pela distância.
A SCAVA atende transporte e bota-fora no interior e no litoral?
Sim, com frota própria e bota-foras licenciados em cada região, em raio de 200 km a partir de Barueri.
Como se dimensiona o número de caminhões da obra?
Pelo tempo de ciclo — carregamento, deslocamento, descarga, retorno e posicionamento — em relação à produção da escavadeira. Quanto maior a distância até a destinação, mais veículos são necessários para manter a frente produzindo.
Por que a restrição de horário afeta a produção?
Porque reduz a janela útil de transporte, concentrando a produção em menos horas do dia. O ciclo precisa ser dimensionado conforme a janela real, não conforme o horário de trabalho da obra.
Quem responde pela destinação do material transportado?
Gerador e transportador respondem de forma compartilhada. A construtora permanece responsável mesmo terceirizando, por isso a documentação de destinação em área licenciada deve ser exigida e arquivada.
Por que a remoção de entulho deve ser contínua e não no fim da obra?
Porque em canteiro urbano cada metro quadrado ocupado por entulho reduz a área de trabalho. Quando a produção supera a capacidade de remoção, o canteiro trava por falta de espaço, não por falta de equipe.
