Em loteamento, o balanço de massas define a margem
Em obra de edificação, o volume de terraplenagem é uma linha do orçamento. Em loteamento, ele é uma das variáveis que determinam a viabilidade do empreendimento.
A razão é o bota-fora. Terra que precisa sair do perímetro gera custo triplo — escavação, transporte e destinação — e o transporte é o componente que mais varia com a distância até a área licenciada. Cada metro cúbico compensado internamente é um metro cúbico que não gera esse custo.
O balanço de massas é o estudo que define quanto do material de corte pode ser reaproveitado como aterro dentro do próprio loteamento, e em que sequência a movimentação deve acontecer para minimizar a distância média de transporte interno.
Escopo executado em loteamento
- Limpeza de terreno e destoca, incluindo árvores de grande porte
- Corte e aterro com compensação interna de massas
- Conformação de plataformas de lote conforme projeto urbanístico
- Abertura de vias e conformação de caixa de rua
- Preparação de sub-base
- Execução e reconstituição de taludes
- Drenagem de plataforma
- Desmonte de rocha
- Transporte e bota-fora licenciado do material excedente
Taludes e drenagem: onde loteamento costuma ter retrabalho
Loteamento em terreno acidentado gera taludes — e talude mal executado é um passivo que aparece na primeira estação chuvosa, quando o empreendimento já está comercializado.
Dois pontos concentram o risco: o ângulo de corte, que precisa respeitar o comportamento do material local, e a drenagem de plataforma, que impede que a água concentre no pé ou na crista do talude. Erosão de talude em loteamento entregue não é problema técnico apenas — é problema comercial, porque afeta a percepção do empreendimento por quem visita.
Compactação de plataforma de lote
A plataforma entregue ao comprador do lote precisa suportar a fundação da futura construção. Aterro executado sem controle de camada e umidade produz recalque diferencial — que aparece anos depois, na obra de um terceiro, e volta como responsabilidade do loteador.
O aterro é executado em camadas, com controle de umidade em campo antes de cada passada do rolo compactador. Em solo argiloso, quando a umidade natural está acima da ótima, a camada é aerada antes da compactação.
Capacidade e mobilização
Mais de 50.000 m³ movimentados por mês com frota própria — volume compatível com loteamento de médio e grande porte, que concentra grande movimentação num período curto. A mobilização cobre todo o estado de São Paulo, num raio de aproximadamente 3 a 4 horas a partir de Barueri/Alphaville.
O que é balanço de massas em loteamento?
É o estudo que define quanto do material escavado no corte pode ser reaproveitado como aterro dentro do próprio perímetro do loteamento, e em que sequência executar a movimentação para reduzir a distância média de transporte interno. Quanto maior a compensação, menor o custo de bota-fora.
A SCAVA executa abertura de vias e sub-base?
Sim. O escopo inclui abertura de vias, conformação de caixa de rua e preparação de sub-base, além da terraplenagem geral do loteamento.
Como é feita a destoca em área com árvores de grande porte?
Com escavadeira hidráulica, incluindo remoção do sistema radicular. Deixar toco ou raiz sob o aterro gera vazio por decomposição e recalque localizado depois da plataforma pronta.
A empresa executa taludes e drenagem de plataforma?
Sim. O escopo inclui execução e reconstituição de taludes e drenagem de plataforma, que são os pontos onde loteamento em terreno acidentado concentra risco de erosão.
Qual o porte de loteamento atendido?
A capacidade de mais de 50.000 m³ por mês é compatível com loteamentos de médio e grande porte. O dimensionamento de frentes e prazo é definido a partir do levantamento topográfico e do projeto urbanístico.
