As seis etapas
1. Levantamento topográfico. Mede o terreno como está e permite calcular o volume real de corte e aterro. Feito antes do orçamento e incluso no contrato da SCAVA. É o que transforma escopo estimado em escopo fechado.
2. Limpeza e destoca. Remoção de vegetação, camada orgânica superficial e tocos com sistema radicular. Etapa frequentemente subestimada: matéria orgânica ou raiz deixada sob o aterro se decompõe e gera vazio, produzindo recalque com o galpão já construído.
3. Corte e aterro. Conformação da plataforma na cota de projeto, com balanço de massas calculado para maximizar a compensação interna e reduzir bota-fora.
4. Compactação em camadas. Execução do aterro em camadas sucessivas, com controle de umidade antes de cada passada do rolo.
5. Caimento e drenagem. Conformação da plataforma com inclinação para escoamento e execução do sistema de drenagem. Em galpão, a área impermeabilizada é extensa e o volume de água concentrado é alto.
6. Sub-base. Preparação da camada granular com BGS ou bica corrida, conforme especificação de projeto.
A sequência não admite atalho
Cada etapa depende da conclusão da anterior. Tentar antecipar comprime o risco, não o prazo.
Os atalhos mais comuns e o que produzem:
- Aterrar sem raspar a camada vegetal — recalque quando a matéria orgânica se decompõe
- Compactar com solo saturado — bolsão de umidade retido entre camadas
- Executar a sub-base antes da drenagem — retrabalho, porque a drenagem exige escavação
- Dispensar o levantamento topográfico — aditivo por divergência de volume no meio da obra
O que mais afeta o prazo
Volume e balanço de massas. Terreno com bom equilíbrio entre corte e aterro executa mais rápido, porque a movimentação acontece internamente sem ciclo de transporte externo.
Distância até o bota-fora. Quando há excedente, o ciclo do caminhão determina o ritmo. A escavação não produz além do que o transporte remove.
Janela climática. Compactação não pode ser executada com solo saturado. Em solo argiloso, após chuva significativa, o material precisa de tempo para secar antes de retomar.
Licenciamento de supressão vegetal. Se o terreno tem árvores que exigem autorização, o prazo do órgão ambiental pode superar o prazo da própria limpeza. Descoberto tarde, vira atraso puro.
O que antecipar antes da mobilização
- Levantamento topográfico do terreno como está
- Sondagem, para caracterização do perfil de solo
- Verificação de necessidade de licenciamento de supressão vegetal
- Identificação da área licenciada para bota-fora e distância de transporte
- Definição da especificação de sub-base em projeto
O que a SCAVA entrega
Execução das seis etapas com frota própria, levantamento topográfico incluso, registro das camadas executadas, relatório fotográfico, documentação de destinação do material transportado, e ART de execução, PGR, PCMSO e treinamentos NR inclusos.
Quantas etapas tem a preparação de terreno para galpão?
Seis: levantamento topográfico, limpeza e destoca, corte e aterro, compactação em camadas, caimento e drenagem, e preparação de sub-base. Cada uma depende da conclusão da anterior.
Qual etapa costuma ser subestimada?
A limpeza e destoca. Matéria orgânica e raiz deixadas sob o aterro se decompõem e geram vazio, produzindo recalque quando o galpão já está construído.
Por que a drenagem deve vir antes da sub-base?
Porque a execução do sistema de drenagem exige escavação. Executar a sub-base primeiro obriga a reabrir a plataforma já preparada.
Quanto tempo leva a preparação de um terreno para galpão?
Depende do volume, do balanço de massas, da distância até o bota-fora e da janela climática. O prazo é dimensionado na proposta, a partir do levantamento topográfico.
O que precisa ser providenciado antes da mobilização?
Levantamento topográfico, sondagem, verificação de licenciamento de supressão vegetal, identificação da área de bota-fora e definição da especificação de sub-base em projeto.
